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Pioneirismo de Lou de Olivier na área Cultural
Depois de seu grande trabalho filantrópico através de sua empresa MM, após estudar e aprofundar-se em Psicopedagogia, Psicanálise e outras áreas terapêuticas, em maio do ano 2000, a Lou inaugurou o ECDLO (Espaço Cultural Lou de Olivier). Dando continuidade aos sessenta anos de filantropia exercida por sua família e sempre pensando de forma altruísta e humanitária, a Lou lançou o ECDLO, com a intenção de resgatar a memória histórica do bairro onde estava situado, e que teve seus pais como principais fundadores, reunindo um acervo de fotos, documentos e objetos ligados à sua história, além de levar cultura e treinamento profissional para a região,e já em sua inauguração, divulgando várias campanhas esclarecedoras. Entre elas: "quanto vale um livro",(comscientização do leitor para não xerocar livros), "minha casa" (campanha de preservação da água potável, atualmente conhecida como Órfãos da água), "verdades e mitos sobre drogas e distúrbios de aprendizagem". Além de oferecer cursos, palestras e treinamentos diversos todos a preços populares e é ai que começou a inovação e o pioneirismo também na área cultural.
Enquanto a maioria dos Espaços e Centros Culturais são bancados por patrocínios de empresas privadas e/ou por Prefeituras, o ECDLO surgiu de forma totalmente independente. A Lou reuniu novamente seu irmão, Professor Erasmo e alguns amigos pessoais, todos altruístas e dispostos a doar seu tempo e conhecimentos e, a partir dai, iniciaram o trabalho. O Professor Erasmo lecionava Francês, A Professora Graça Cauwet lecionava Inglês, a Lou proferia palestras, cursos, prestava atendimento terapêutico através da clínica integrada Psicoarte e cuidava da direção geral do ECDLO. Outros professores juntaram-se ao esquema e, com isso, o espaço proporcionou ao público muitos cursos e atividades.
A inovação não parava por ai; para participar dos cursos e atividades, havia duas formas, pagar uma taxa simbólica para valorizar o serviço, (pois está mais do que claro que o "gratuito" não tem valor) ou, caso o interessado não pudesse pagar nem a taxa simbólica, poderia contribuir com trabalho. Ou seja, quem queria fazer o curso de idiomas, poderia pagar uma taxa simbólica ou optar por ensinar algo aos colegas, bordado ou costura, por exemplo. Com isso havia o incentivo a participação de todos numa real cidadania. Sem dúvida, uma forma bem melhor de se incentivar a cultura e a cidadania sem nenhuma demagogia e sem nenhum tipo de patrocínio.
A idéia deu tão certo que, um ano depois, o Ecdlo comemorou seu sucesso total, tanto que o evento seguiu animadamente até às 22:30 horas, ultrapassando a hora prevista para seu término, às 19:30 horas, contando com a presença de escritores, intelectuais, professores, alunos e leitores, numa ocasião em que foi possível divulgar livros em lançamento e os já lançados, oficializar a campanha de preservação da água potável do planeta, agora já intitulada "Órfãos da água" apresentar um pequeno texto teatral em Inglês, com alunos do curso básico,que tiveram apenas dois meses de aulas e só um ensaio, provando a grande eficácia do método usado pelo ECDLO no ensino de idiomas... Além disso, o evento permitiu o maior objetivo que foi aproximar escritores e leitores, incentivando a leitura e enriquecendo a cultura do público, inclusive contando com doações de livros em lançamento, cedidos por autores de vários países e também pelos escritores participantes e presentes ao evento...
Apesar do sucesso, infelizmente, em 2002, com a saúde abalada e tendo que passar por uma cirurgia delicada, a Lou precisou afastar-se do ECDLO por alguns meses. Os demais participantes do projeto, por serem voluntários, não tinham condições de cuidar do ECDLO em tempo integral e isso aliado ao total descaso da mídia e do meio político fez com que o ECDLO fechasse suas portas justamente quando deveria comemorar o segundo ano. Mas deixou o grande exemplo de altruísmo e preocupação com a comunidade, num esquema simples de se colocar em prática, apenas contando com a boa vontade de quem, realmente, faz a diferença.
Em 2003, já com a saúde recuperada, a Lou inaugurou sua nova clínica, agora chamada, Psiconeuroarte e deu continuidade ao seu trabalho filantrópico, reservando um dia da semana para atendimento a população de baixa renda a preços populares, sempre por iniciativa própria, sem nenhum vínculo (ou patrocínio) político nem religioso.
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